Hoje são quatro de janeiro e faltam exatamente vinte e quatro dias para meu aniversário. O que isso significa? Praticamente nada, só que eu ficarei mais velho dentro de uns dias, mas isso não importa. "Mas como assim não importa? Você não gosta de aniversários?" Não, não gosto, mas aturo.
Sei que muita gente tem expectativa com esse grande dia e tal mas meu aniversário é praticamente o dia mais triste do ano pra mim - não me perguntem porquê. Só sei que tá dando uma tristezinha de ficar mais velho porque na minha infância eu imaginava que com vinte e um anos eu estaria com meio caminho da vida já andado e, na realidade, agora que peguei minha mochila pra cair na estrada. Não sei o que essa estrada me prepara, mas já tô sabendo que ela tem uns altos e baixos bem radicais e se tem uma coisa que eu não sou é louco por aventura, pois prefiro a minha casinha e minha cama e apenas viver aventuras no meu computador e nos livros.
Com a chegada dessa nova idade vem a ideia de uma cabeça melhor, um melhor entendimento da vida, das relações pessoais, de independência financeira e mais um monte de responsabilidades que nós somos ensinados a lidar quando vamos crescendo, mas quer saber? Eu não consigo me acostumar com isso. Vinte e um anos é mais um ano normal e eu não sei se um ano a mais vem com esse "plus" todo. Penso da mesma forma a passagem do ano novo. Sabe quando a gente passa a virada do ano vestindo branco, comendo lentilha e pulando ondinhas pra ter paz, felicidade, prosperidade e sucesso no ano que chega? Rapaz... eu vou na onda mas não sei se acredito nessas coisas não, visto por que acho branco lindo.
As pessoas põem tanta expectativa nesse ano que chega, fazem planos, juram emagrecer, terminar projetos, arrumar um amor, comer saudavelmente mas calha de o ano acabar e as pessoas não fazem nem sequer metade das metas que prometeram, sabe porquê? Porque um ano é apenas a acumulação de dias que por si só não resolvem nada. São as pessoas que precisam fazer transformações para que sua vida vá bem e isso não depende da passagem do dia trezentos e sessenta e cinco para o dia primeiro, isso depende unicamente de nós mesmos.
Esse texto parece até um pouco pessimista das coisas ou uma bronca com pessoas preguiçosas e acomodadas - e quase é - mas é só mesmo um texto pra ME convencer de que eu devo ter mais atitude e perder expectativas nas coisas, então, saiba que eu estou numa tentativa do meu "eu consciente" desiludir o inconsciente, mas se a carapuça servir, faça bom proveito dela.
Numa rápida retrospectiva de 2015 eu conquistei e fiz coisas maravilhosas que não estavam nem sequer nos meus planos de início do ano e super deu certo. Comecei a morar sozinho, tirei aqueles rascunhos do meu livro guardados numa gaveta abandonada e dei "continuidade", comecei o blog, entrei no curso de teatro e cheguei ainda a apresentar três peças, mudei de trabalho, entre outras coisinhas. Coisas essas que, me conhecendo bem, poderiam ter dado errado se eu soubesse que eu faria pois a ansiedade me faz pôr várias coisas a perder. Então, como o resultado desse ano sem planejamentos deu muitos bons resultados para mim eu continuarei esse ano com a mesma metodologia, afinal, em time que se está ganhando não se mexe, não é mesmo? Isso mesmo.
A mesma coisa farei em relação às minhas responsabilidades como um recente adulto. Não planejei nada como iniciar uma família, deixar a barba crescer, fazer um consórcio de uma carro, comprar uma casa ou essas coisas. Planejei nadica de nada. Continuarei um adolescente (não querendo ser esse tal de recente adulto) e farei o que for pra preservar essa magya que é ser jovem. Se eu tiver que fazer manha pra mamãe, eu farei, se tiver de tomar iogurte no potinho antes de dormir, eu farei, se tiver de assistir Frozen e fazer a melhor perfomance de "Let It Go", eu farei. Não me tirem a chance de ser criança, pelo amor de Deus. Então caros colegas, se precisarem de um amigo pra conversar sobre coisas infantis e imaturas, cola comigo! 2016 não é ano de ser adulto coisa nenhuma.
Ah, Feliz Ano Novo!
Esse texto parece até um pouco pessimista das coisas ou uma bronca com pessoas preguiçosas e acomodadas - e quase é - mas é só mesmo um texto pra ME convencer de que eu devo ter mais atitude e perder expectativas nas coisas, então, saiba que eu estou numa tentativa do meu "eu consciente" desiludir o inconsciente, mas se a carapuça servir, faça bom proveito dela.
Numa rápida retrospectiva de 2015 eu conquistei e fiz coisas maravilhosas que não estavam nem sequer nos meus planos de início do ano e super deu certo. Comecei a morar sozinho, tirei aqueles rascunhos do meu livro guardados numa gaveta abandonada e dei "continuidade", comecei o blog, entrei no curso de teatro e cheguei ainda a apresentar três peças, mudei de trabalho, entre outras coisinhas. Coisas essas que, me conhecendo bem, poderiam ter dado errado se eu soubesse que eu faria pois a ansiedade me faz pôr várias coisas a perder. Então, como o resultado desse ano sem planejamentos deu muitos bons resultados para mim eu continuarei esse ano com a mesma metodologia, afinal, em time que se está ganhando não se mexe, não é mesmo? Isso mesmo.
A mesma coisa farei em relação às minhas responsabilidades como um recente adulto. Não planejei nada como iniciar uma família, deixar a barba crescer, fazer um consórcio de uma carro, comprar uma casa ou essas coisas. Planejei nadica de nada. Continuarei um adolescente (não querendo ser esse tal de recente adulto) e farei o que for pra preservar essa magya que é ser jovem. Se eu tiver que fazer manha pra mamãe, eu farei, se tiver de tomar iogurte no potinho antes de dormir, eu farei, se tiver de assistir Frozen e fazer a melhor perfomance de "Let It Go", eu farei. Não me tirem a chance de ser criança, pelo amor de Deus. Então caros colegas, se precisarem de um amigo pra conversar sobre coisas infantis e imaturas, cola comigo! 2016 não é ano de ser adulto coisa nenhuma.
Ah, Feliz Ano Novo!

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