sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Vamos parar de pensar em sexo só um minutinho?

Às vezes eu fico observando a conversa das pessoas nas redes sociais ou mesmo na vida real e fico chocado como que quase tudo acaba levando rumo pro assunto sexo. São tantos absurdos que fico pensando se no mundo não acontecem coisas mais interessantes que isso. Vai ver que para elas o mundo deve estar uma maravilha, livre de todos os problemas sociais para que fiquem preocupados em como anda a vida sexual das outras.

Tempos atrás houve aquele escândalo da mulher de três seios. Em todo lugar da internet pessoas comentavam o absurdo "que doidice dessa garota", "ridícula", "é montagem". Depois de passado o choque e todo mundo ficado acostumado com o fato, começaram os comentários de teor sexual "que tipo de homem transaria com uma mulher assim?", "um cara precisa de dois pênis pra fazer espanhola nela", dentre outras coisas piores que não quero contar aqui. 

Nem quero entrar em detalhes sobre uma reportagem que li sobre uma mulher estuprada por que usava "roupas curtas demais". A justificativa do culpado de que a estuprou por conta de parecer uma prostituta é nojenta, como se o que ela fizesse a sós com outro homem de livre e espontânea vontade (mesmo que por dinheiro) desse a ele o direito de forçá-la a fazer o que ELE queria, só porque ela teria o costume de dormir com outros caras; e só pra constar, ela não era prostituta. Mais uma vez as pessoas usando do sexo da vida privada de outra pessoa para justificar suas insanidades.


Outra coisa que me incomoda muito é o fato da sexualidade despertar tanta curiosidade na vida das outras pessoas. Recentemente, no primeiro episódio da novela Babilônia, um casal (belíssimo por sinal) de personagens lésbicas vividas por Fernanda Montenegro e Natalia Timberg se beijaram. O beijo foi uma coisa bem fofa, sem maldade, mais carinhoso do que ardente, no entanto, apesar de ter tido muita aceitação por parte do público, na minha feedline do facebook e na minha família, tudo o que eu ouvia era o quão "imunda" foi essa cena e que as duas velhas era pervertidas etc, etc. Chegavam a té comentar o seguinte "Só falta agora a globo mostrar a cena dessas duas velhas fazendo a tesoura". Era esse o nível de absurdos que presenciei. Toda coisinha era levada para o lado sexual para justificar que as coisas que elas acreditam serem erradas pareçam mais erradas ainda. Eu ficava chocado e preferia não dizer nada para não dá mais razão àquelas pessoas. 


Sabe do que eu acho dessas pessoas curiosas preconceituosas que querem saber sobre o que acontece em quatro paredes de um casal não formado por homem e mulher?  Isso é falta de Netflix. Muitas delas se apropriam de religião e um falso moralismo para querer jogar na cara das outras o quão elas estão erradas por gostarem de quem elas gostam. Isso não é um jeito legal de pregar o amor, alguém precisa dizer isso a elas.


A vida toda ouvi alguns comentários como "na minha família graças a Deus não tem nenhum viado ou sapatão, e nem vai ter" ou "já pensou que vergonha ter na família alguém que dá a bunda?", como se todo gay desse a bunda, ou como se o que definisse exclusivamente a condição de uma pessoa gay, por exemplo, é pelo fato de gostar de fazer sexo com outro cara. Existem uma coisinha além disso chamada amor, e vale lembrar que pessoas gays são gays antes mesmo de fazerem sexo pela primeira vez, ok?


Sabe o que eu acho? Que as pessoas deveriam se preocupar cada vez mais em fazer coisas legais como nadar, assistir TV, cozinhar, ler, pintar o cabelo e parar de pensar um pouquinho em sexo. Tem tanta coisa para ser estudada, discutida. Esquece sexo pelo menos nos próximos dez minutos. O mundo é cheio de coisas que podem preencher teus pensamentos como séries e brigadeiro e você vai deixar que se preocupem com a vida sexual dos outros? Vamos combinar assim: toda vez que você se pegar justificando alguma coisa com sexo ou então ouvir alguém tenta fazer isso, leia um livro ou então indique. Vocês terão um assunto mais interessante da próxima vez que conversarem, que tal?

Por conta disso, listei agora para você seis coisas que podem ser motivos de conversas para evitar falar "naquilo" desnecessariamente.



Canal do YouTube: JoutJout Prazer

Sabe quando você conhece uma pessoa e não consegue desgrudar dela nenhuma momento de tão engraçada, fofa e divertida que ela é? É assim que nos sentimos ao assistir os vídeos de Julia Tolezano (vulgo JoutJout). Ela é tão autêntica, brincalhona que sinceramente a vontade que dá é de passar o dia assistindo e REassistindo seus vídeos. Em seu canal JoutJout trata de vaaarias coisas que variam de relacionamentos abusivos, esclarecimentos sobre como é ser portador do vírus HIV (um amigo dela é) até a relação dela com Jordan, que é um pelo solitário e teimoso que nasce em seu queixo. Ah, e ela não faz os vídeos sozinha. Não. Ela faz com Caio, que apesar de só ouvirmos sua voz e NUNCA o termos, sabemos que é um cara super legal e divertido e o par perfeito para a JoutJut. #CaJout


Olha um cajado!


Livro: Meu Pé de Laranja Lima

Sempre que alguém me pergunta qual o meu livro preferido, eu não penso duas vezes antes de responder “Meu Pé de Laranja Lima”. A história é tão sincera, cativante e emocionante num nível que me fez chorar horrores numa madrugada de um domingo de férias. O livro é meio que a autobiografia do autor (isso sou eu quem está dizendo, depois de algumas pesquisas) e a narrativa do Zé Mauro é de tocar o coração. Como o livro é narrado em primeira pessoa, a gente conhece a história a partir da perspectiva de Zezé, uma criança de cinco anos que inventa um mundo próprio para se afastar da pobreza e outras tristezas da vida. Ele é a criança mais danada do mundo, creio eu, "tem o diabo no corpo" como dizem os personagens do livro, mas ao mesmo tempo é uma criança muito doce e sensível. Sério, é de chorar muito. Leia!


P.S.: Tem uma adaptação pro cinema de 2012 do diretor Marcos Bernstein, com Caco Ciocler e José de Abreu no elenco que é bastante bom, mas recomendo ler o livro antes de assistir, ok? 


App: Colorfy

Fiquei sabendo desse aplicativo por uma colega lá do trabalho. Sabe aqueles livrinhos de colorir que estão super em alta, tão alta que cada livro não sai menos de 35 réis? Esse aplicativo é o substituto perfeito para eles, e adivinha? DE GRAÇA! Claro que há alguns desenhos mais bonitos e palhetas de muitas outras cores que você pode comprar também, masss, para pessoas como eu que só precisam de um passatempo básico, as cores gratuitas são suficientes. O melhor do aplicativo é que as cores ficam num padrão e numa beleza que dificilmente ficaria se eu tivesse pintando no papel, porque além de eu não pintar belamente eu tenho muita indecisão nas cores, então fico trocando, trocando, trocando até achar a que fica perfeita. 


Segura meu gatinho todo trabalhado pro clipe de Dark Horse da Katu Piry.



Site: Papelpop

O que falar desse site? Simplesmente que é o meu preferido? Não, preciso esclarecer mais sobre ele. PapelPop é um site dedicado a amantes da cultura pop, como eu. Música, Tv, Cinema e bafafá de artistas você encontra lá e eu sou tão viciado nesse site que você não tem noção. Acompanho tudo que é novidade de séries que assisto por lá, sem contar que as novidades a gente fica sabendo mais rápido também. Surgiu uma novidade, já tá lá no site. Incrível, haha. 


Filme: Frozen - Uma Aventura Congelante

Acho pouco provável que você tenha conseguido ter vivido até os dias de hoje seu ouvir sequer uma vez a estrofe Let it goooo, let it go, I can't hold it back anymore. Mas apesar da febre da música tocando em vários lugares ou na boca da criançada, de vez em quando eu me surpreendo quando alguém diz que nunca assistiu ao filme. Não sabem o que estão perdendo. Esse simplesmente é a melhor animação da companhia. O que tem de diferente? 
Tem princesa? Tem. Tem um grande problema? Tem. Tem príncipe? Tem! E esse príncipe pode ajudar a princesa? Pode. Mas é melhor parar por aqui que senão estrago a história. Só posso dizer que a história se resolve de uma forma maravilhosa, com muito amor verdadeiro e muita verdade. Foi mais um passo que a Disney deu ao reconhecer que as mulheres têm muita capacidade para resolverem seus problemas por conta própria. A rainha Elsa e a princesa Ana beberam do chá de Girl Power que a Mulan fez.  Só pode.

Aqui vai o resumo do filme que peguei no Adorocinema: "A caçula Anna (Kristen Bell/Gabi Porto) adora sua irmã Elsa (Idina Menzel/Taryn Szpilman), mas um acidente envolvendo os poderes especiais da mais velha, durante a infância, fez com que os pais as mantivessem afastadas. Após a morte deles, as duas cresceram isoladas no castelo da família, até o dia em que Elsa deveria assumir o reinado de Arendell. Com o reencontro das duas, um novo acidente acontece e ela decide partir para sempre e se isolar do mundo, deixando todos para trás e provocando o congelamento do reino. É quando Anna decide se aventurar pelas montanhas de gelo para encontrar a irmã e acabar com o frio."



P.S.: Não posso esquecer de mencionar que o Olaf, o boneco de neve que gosta de abraços quentinhos, é a coisa mais linda do universo.
P.S. 2.: Essa foto acima é o papel de parede do meu computador no trabalho, hahaha.



Música: Count On Me - Bruno Mars

Eu simplesmente sou apaixonado por essa música, e fiquei ainda mais quando descobri que minha melhor amiga também gosta muito. Nada nos impede de cantá-la em uma dessas filas da vida ou na praça de alimentação shoppings. A letra trata basicamente de um amigo a disposição do outro em qualquer momento da vida. You'll always have my shoulder when you cry. I'll never let go, never say good-bye. Essa canção me deixa tão feliz por saber que ela se aplica a mim, pois tenho amigos que sei que poderei contar em situações bastantes difíceis, assim como já aconteceu algumas vezes. Ela é uma das coisas mais gostosas de se ouvir na vida, concordam?


Tá vendo como há uma variedade de coisas que você pode ocupar a cabeça sem necessariamente fazer justificativa ou referência a sexo? Agora é a sua vez de me indicar coisas legais, tá bom?

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O que eu estou fazendo aqui?

Não, este não é um questionamento filosófico sobre qual a importância da minha humilde vida na terra ou sobre o que eu estou fazendo com ela (apesar de eu me questionar isso de vez em quando).

A intenção da pergunta é "o que eu estou fazendo aqui no blog?" Porque me meter com isso de novo mesmo após algumas tentativas tristes de tentar manter um no passado e não ter dado certo? Acontece que desta vez eu acredito que sei pelo menos o que estou querendo falar.


Eu quero falar sobre vários tipos de coisas que me chamam atenção e merecem ser discutidas com você do lado daí. Nas vezes passadas em que tentei, me embananei todo enquanto quis tratar de vários temas num único lugar e acabei não atingindo publico algum. Lá falei sobre novelas (eu sou rebeldeee), poesias, culinária, carros (pasmem), brinquedos e até sobre moda. Resultado: dois meses depois excluí a conta porque estava muito infeliz com o rumo que a coisa estava tomando. Nem eu me levava a sério. 

O que também ajuda para que dessa seja diferente é que estou sem muitas expectativas. Nunca passei por uma vive tão deboísta como agora então devo aproveitar e me focar em algo que nunca consegui por frustrações ou impaciência. O blog é uma delas. Mas também há outro motivo. 

Deixa eu contar pra vocês, desde criança eu amo escrever, porém nos últimos tempos eu meio que havia perdido a paixão sedenta pela escrita, mas como agora eu voltei com gosto de gás e já que estou com dois quintos do meu livro concluído (parece pouco né? Mas vocês não tem ideia o quão feliz eu estou por ter feito isso), eu aproveito o blog e vou logo testando a recepção das pessoas pela meu modo de escrever. E o bom disso tudo aqui no blog será o feedback que terei. Eu acho que ainda vou aprender muito por aqui.


Outra coisa é que preciso escrever alguma coisa pras pessoas saberem que escrevo, entende? Uma vez numa conversa com amigos falei sobre um livro e um dos amigos se empolgou e começamos a discutir animadamente sobre o tal livro "Eu amei essa parte, com certeza é a minha favorita. Até escrevi sobre isso!" eu disse e ele ficou mais empolgado "Jura? Em que site? Eu quero ler". Foi quando disse que escrevia as resenhas dos livros e deixava no meu computador para que o meu eu do futuro pudesse ler e lembrar das sensações que tive ao lê-lo pela primeira vez. Pela cara dele percebi que minha resposta foi broxante, ou seja, pra ele (e para muitos) as pessoas são consideradas escritoras quando há algo publicado; alguma coisa que comprove que pelo menos você sabe escrever, bem ou mal. 

A partir daí eu fiquei matutando na minha cachola sobre criar um blog, e com a ideia veio a seguinte questão: escrever sobre o quê? "Que tal escrever sobre coisas interessantes que vierem a sua cabeça?" foi o que me perguntei e, partir disso, nasceu o Sobre Coisas. Se algo é interessante ou não, cabe a você julgar, mas saiba que as coisas que a vida vier me trazendo eu venho escrevendo por aqui, está bem?

Prometo me esforçar para viver coisas bem legais, sair do comodismo e "por a cara no sol, Mona", para ter cada dia coisas novas e interessantes para compartilhar com você. Afinal, você tem um papel importante em me ajudar a esclarecer melhor a pergunta "o que eu estou fazendo aqui?"




quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A arte de se apaixonar todos os dias

Se apaixonar é uma coisa maravilhosa, não é? O coração acelera, você começa a sorrir com a vida sem motivo nenhum e acaba pensando na pessoa que está apaixonado o dia inteiro. O lado ruim para muitas pessoas é quando essa paixão é claramente não correspondida. Só que, para mim, só o fato de estar apaixonado e sentirme bem por conta disso, vale a pena qualquer amor não correspondido; afinal, nós nos apaixonamos para nós mesmos.

Partindo dessa filosofia de vida de que o que vale a pena é se apaixonar sem necessariamente se importar com a retribuição de amor, que eu me apaixono todo santo dia. Veja bem, não estou dizendo que ser correspondido não é importante (por que é, e muito), mas para uma vida mais tranquila e deboísta, esta não é a prioridade.




Se apaixonar diariamente é uma coisa super deliciosa e, quando falo de paixão, não me refiro unicamente a pessoas, pois o mundo é tão cheio de coisas interessantes e apaixonáveis que focar em pessoas parece um desperdício do uso do coração. Me apaixono por  músicas, livros, sabores, notícias, filmes, vídeos, animais, aplicativos de celular e uma infinidade de coisinhas que não se apaixonam por mim de volta e com isso já vou aprendendo a superar as rejeições de alguma forma, haha. Essas coisas que citei me dão uma alegria semelhante a quando estou gostando de alguém como: os olhinhos brilhantes, o assunto das minhas conversas, a empolgação em querer fazer mil coisas junto, a necessidade de tê-lo a todo tempo etc. Essas pequenas coisas da vida me deixam num estado de tranquilidade ou euforia tão gostoso que o dia que não me apaixono considero como um dia perdido. 

Sou do tipo que quando gosta de verdade de algo, como música por exemplo, ouve em qualquer lugar a qualquer momento com qualquer companhia pois penso que toda hora é hora de nos sentirmos mais vivos, felizes e satisfeitos com nossas vidas por mais simples que sejam. Claro que não pretendo me casar com uma canção da Beyoncé (mentira, quero Irreplaceable) ou algum filme da Disney (Let it Gooo ♥) mas essas coisinhas fazem tão bem pra mim e são tão inofensivas que mesmo quando estiver em num relacionamento sério com alguém, eu ainda poderei ter essas paixonites e não vai ser nada demais. Olha que maravilha!

Afinal, parto da ideia de que as pessoas precisam fazer o que lhe fazem felizes e se ser feliz é lavar aquela louça suja do domingo com o fone no ouvido fazendo uma coreografia com a cabeça ao som de Jason Mraz ou passar horas assistindo videos divertidos no Youtube, faça! A vida já é amarga demais por si só e toda oportunidade que tivermos devemos adoçá-la com paixonites passageiras ou grandes paixões.




Que você se apaixone várias vezes ainda hoje.