segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Sobre uma tal de realização profissional

        Em meados de novembro de 2015 eu tive que tomar uma decisão importantíssima na minha vida. Tomei e não me arrependo do que fiz. Eu estagio em uma rádio aqui da minha cidade, a UniversidadeFM, desde dezembro de 2014, no entanto, eu trabalhava no núcleo de jornalismo desa rádio, fazendo reportagens, boletins, preparando o roteiro do jornal e mais uma série de coisas que ficam a cargo do núcleo. Pensa bem, eu estou cursando Rádio e TV e estava trabalhava no núcleo de jornalismo de uma rádio. Ou seja, perfeito não é? Claro! Era maravilhoso trabalhar com jornalismo nesse veículo para o qual eu estou trabalhando, mas o que eu não sabia era que essa perfeição poderia ser duplicada, triplicada, quadruplicada. Sabe o que aconteceu? Abriu uma vaga no núcleo de Produção da rádio e eu, como não quer nada, me ofereci para ficar com ela. 

           Foi assim que começou a descoberta do que eu queria fazer pra vida!

         Sabe o que é ser pago para ouvir música? Sabe como é conhecer, receber, fazer amizades com artistas que você admira?

          Não tem preço.

        Eu até poderia encher mais linguiça agora, dizendo o quão legal é trabalhar nesse núcleo, que sempre ganho presentinhos como cds, livros, dvds e abraços de artistas maravilhosos mas vou direto ao ponto. 

          Phill Veras veio aqui na rádio!!! 


         Acho que nem ele mesmo tem noção do quanto nós aqui do núcleo somos loucos pela música dele. Sabe aquela canção que ou te dá um tapa na cara ou um beijo na boca? As músicas dele são bem assim. Na hora da gravação no estúdio, a maioria dos estagiários ficaram lá dentro ouvindo um maravilhoso concerto acústico ( e de graça) desse cara que admiramos tanto.


         Tirei foto com ele e ainda ganhei presentinhos. Only me.




          Quero dizer que trabalhar com o que você gosta e ainda ter ocasiões maravilhosas como essas de vez enquanto é uma overdose de felicidade e realização pessoal e profissional.




         Há quem diga que é melhor ganhar pouco e ser feliz do que ganhar rios de dinheiro e não se sentir pleno com o que faz.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Coleção de nadas

Márcio assistia tranquilamente a um filme quando em determinado momento da trama o protagonista disse "Você pode ser o que você quiser, basta sonhar". Na mesma hora ele desligou a TV e foi dormir. Dormir porque estava exausto de ouvir essas frases de efeito que não causam efeito nenhum na vida das pessoas a não ser fazerem-nas se sentirem inúteis.

Desde pequeno que Márcio ouvia a mesma ladainha, no entanto, no meio da procissão a vida mudava a reza sem que o coitado nem percebesse e pudesse cantar junto com o coro. Não conseguia acompanhar as pessoas.

Márcio um dia quis ser cantor, estudou canto, aprendeu inglês pra não fazer feio na letra das músicas, porém seus amigos diziam que ele tinha uma péssima voz e era melhor desistir da ideia pelo bem da humanidade. Depois disso, Marcio quis ser alfaiate, pois adorava tentar fazer suas próprias peças de roupa e sempre que tinha algum defeito de costura em casa ele se intrometia para 'consertar'. O problema foi que seu pai não gostou nada disso e  falou que ele não podia ficar fazendo costura pois "Costura não é coisa de homem!". Tempos depois, Márcio mais uma vez tentou uma carreira. Queria agora ser ator. Só que novamente falaram da falta de talento do rapaz, que acabou desistindo de novo. Quando tentou ser professor sua família quase o internou em um hospital psiquiátrico. "Como pode se pensar em viver com o salário de um professor? Não, esse pensamento é muito mesquinho pra você, meu filho", diziam os pais do garoto. E foi isso que disseram quando ele tentou ser pintor, tradutor, enfermeiro, bibliotecário, cientista...

Você pode ser o que quiser, basta sonhar.

E realmente bastava. Marcio decidiu que precisava dar um basta na vida que estava querendo ter e foi o que fez. Hoje ele vive fazendo o que ele mais sabe fazer: nada. Ele coleciona nadas.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Primeiro post do ano

          Hoje são quatro de janeiro e faltam exatamente vinte e quatro dias para meu aniversário. O que isso significa? Praticamente nada, só que eu ficarei mais velho dentro de uns dias, mas isso não importa. "Mas como assim não importa? Você não gosta de aniversários?" Não, não gosto, mas aturo. 

      Sei que muita gente tem expectativa com esse grande dia e tal mas meu aniversário é praticamente o dia mais triste do ano pra mim - não me perguntem porquê. Só sei que tá dando uma tristezinha de ficar mais velho porque na minha infância eu imaginava que com vinte e um anos eu estaria com meio caminho da vida já andado e, na realidade, agora que peguei minha mochila pra cair na estrada. Não sei o que essa estrada me prepara, mas já tô sabendo que ela tem uns altos e baixos bem radicais e se tem uma coisa que eu não sou é louco por aventura, pois prefiro a minha casinha e minha cama e apenas viver aventuras no meu computador e nos livros.

           Com a chegada dessa nova idade vem a ideia de uma cabeça melhor, um melhor entendimento da vida, das relações pessoais, de independência financeira e mais um monte de responsabilidades que nós somos ensinados a lidar quando vamos crescendo, mas quer saber? Eu não consigo me acostumar com isso. Vinte e um anos é mais um ano normal e eu não sei se um ano a mais vem com esse "plus" todo. Penso da mesma forma a passagem do ano novo. Sabe quando a gente passa a virada do ano vestindo branco, comendo lentilha e pulando ondinhas pra ter paz, felicidade, prosperidade e sucesso no ano que chega? Rapaz... eu vou na onda mas não sei se acredito nessas coisas não, visto por que acho branco lindo. 

       As pessoas põem tanta expectativa nesse ano que chega, fazem planos, juram emagrecer, terminar projetos, arrumar um amor, comer saudavelmente mas calha de o ano acabar e as pessoas não fazem nem sequer metade das metas que prometeram, sabe porquê? Porque um ano é apenas a acumulação de dias que por si só não resolvem nada. São as pessoas que precisam fazer transformações para que sua vida vá bem e isso não depende da passagem do dia trezentos e sessenta e cinco para o dia primeiro, isso depende unicamente de nós mesmos.

            Esse texto parece até um pouco pessimista das coisas ou uma bronca com pessoas preguiçosas e acomodadas - e quase é - mas é só mesmo um texto pra ME convencer de que eu devo ter mais atitude e perder expectativas nas coisas, então, saiba que eu estou numa tentativa do meu "eu consciente" desiludir o inconsciente, mas se a carapuça servir, faça bom proveito dela.

         Numa rápida retrospectiva de 2015 eu conquistei e fiz coisas maravilhosas que não estavam nem sequer nos meus planos de início do ano e super deu certo. Comecei a morar sozinho, tirei aqueles rascunhos do meu livro guardados numa gaveta abandonada e dei "continuidade", comecei o blog, entrei no curso de teatro e cheguei ainda a apresentar três peças, mudei de trabalho, entre outras coisinhas. Coisas essas que, me conhecendo bem, poderiam ter dado errado se eu soubesse que eu faria pois a ansiedade me faz pôr várias coisas a perder. Então, como o resultado desse ano sem planejamentos deu muitos bons resultados para mim eu continuarei esse ano com a mesma metodologia, afinal, em time que se está ganhando não se mexe, não é mesmo? Isso mesmo.

        A mesma coisa farei em relação às minhas responsabilidades como um recente adulto. Não planejei nada como iniciar uma família, deixar a barba crescer, fazer um consórcio de uma carro, comprar uma casa ou essas coisas. Planejei nadica de nada. Continuarei um adolescente (não querendo ser esse tal de recente adulto) e farei o que for pra preservar essa magya que é ser jovem. Se eu tiver que fazer manha pra mamãe, eu farei, se tiver de tomar iogurte no potinho antes de dormir, eu farei, se tiver de assistir Frozen e fazer a melhor perfomance de "Let It Go", eu farei. Não me tirem a chance de ser criança, pelo amor de Deus. Então caros colegas, se precisarem de um amigo pra conversar sobre coisas infantis e imaturas, cola comigo! 2016 não é ano de ser adulto coisa nenhuma.


           Ah, Feliz Ano Novo!