quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Resenha: Suicidas + BÔNUS

O grande mal de se ler três livros ao mesmo tempo é que você acaba não s dedicando completamente a uma história como deveria. Sabe quando você é convidado a ir a uma festa e decide ir na última hora? Você chega super atrasado e se mesmo assim se diverte horrores e só o que consegue pensar é “por que eu não vim mais cedo para aproveitar tudo desde o início?” Foi essa sensação que tive ao terminar de ler Suicidas, de Raphael Montes.

Diferentemente de uma festa, eu não cheguei na metade, ou seja, comecei a ler a partir do meio do livro. Acontece que quando eu li a sinopse do livro eu pensei “vou ler só um pouquinho porque tenho outros dois livros enormes para terminar”. E foi assim que fui levando a leitura, a cada cento e cinquenta páginas de um outro livro eu lia umas vinte de Suicidas só para provar o gostinho da história. Costumo dizer que foi uma leitura podada e me arrependo sofrivelmente por isso. Assim que acabei os tais livros grandes, pude me dedicar de corpo e alma à trama macabra desse autor maravilhoso. Se eu soubesse que seria tão bom, eu teria me jogado de cabeça.

Bem, para início de conversa quero dizer que estou numa vibe de ler literatura brasileira, e está sendo maravilhoso. Você não tem ideia das coisas boas que estão sendo produzidas aqui e recomendo que assim que acabar de ler essa resenha vá urgentemente fazer suas descobertas. Raphael Montes foi uma das minhas.

Suicidas é o primeiro livro publicado do autor e conta a história de nove jovens que foram encontrados num porão após se suicidarem em uma rodada de roleta russa. Sinistro, não é? Ao saber disso eu fiquei logo intrigado. Porque eles fariam uma coisa dessas? Tudo o que me importava era descobrir a razão dos personagens terem tomado essa atitude tão precipitada e já duvidava que a trama me convencesse. É cilada. Esse autor vai se embananar todo e não vai conseguir construir uma história convincente, vou pagar pra ver. E paguei.

A história é contada de três formas: a partir das anotações de Alessandro Parentoni, um garoto que sonha ser um escritor reconhecido com uma grande obra; a partir da transcrição da gravação de um áudio e a partir de cartas que alguns personagens trocam.

A história se passa um ano após a tragédia e o leitor acompanha as mães do jovens suicidas que estão numa delegacia na última sessão de depoimentos antes da conclusão do caso. Diana conduz a conversa lendo o livro que Alessandro estava escrevendo antes de morrer relatando, em primeira pessoa, o que aconteceu naquele porão.

Bom, o a estrutura do livro é essa, nós vamos descobrindo ao mesmo tempo que as mães os trágicos fins que seus filhos. Poderia ser um livro vazio, sem muita emoção, sem muita veracidade, mas Raphael Montes sabe construir muito bem seus personagens. Pessoas com normais que diante de situações extremas são capazes de mostrar o que pior existe na humanidade.  Ele foi capaz de descrever uma cena de necrofilia e me causar mais dó do que repulsa ou nojo, um sentimento de pena dos dois personagens, o abusador e a vítima. Há muita coisa nojenta, macabra, cruel, porém tudo na história é interligado e alguns fins que parecem absurdos são muito bem esclarecidos e justificados. Ou quase todos.

O frio escritor Alessandro; o melhor amigo dele, o mauricinho Zac, a interesseira Ritinha, a vingativa Waléria com W, o depressivo Lucas e tantos outros personagens têm personalidades tão únicas que é incapaz de confundir-nos. Raphael soube nos levar para passear sorrateiramente ao lado dele sem que percebessem e vimos o quão misteriosos e cheios de segredos eles são.

Ao acabar a leitura eu levei uns dez tapas na cara seguidos pois por trás de toda essa trágica trama nós somos questionados sobre o quanto achamos que conhecemos as pessoas e o quanto as conhecemos de verdade. Alguém com quem convivemos a vida inteira pode se mostrar um sádico louco e nós podemos não ter ideia de que isso possa ser verdade. Não faz nem muito tempo que acabei de ler e já estou planejando lê-lo em breve porque vale realmente muito a pena.

Sem dúvidas esse foi meu livro favorito do ano e merece cinco tulipas.


SUICIDAS NA TV

Como alguns de vocês sabem, eu estudo rádio e tv e amo tudo relacionado a televisão e cinema. Assim que comecei a me envolver de fato com a história e ver o quão interessante ela é, fui logo imaginando todo um elenco para a uma minissérie (porque um filme seria curto demais). Então, eu listei aqui alguns atores que, pra mim, ficariam perfeitos nos personagens do livro.



Bruno Gissoni
                                                        
Esse foi o primeiro ator que assimilei a um personagem. Foi de cara.  Talvez seja porque ele é quem mais se pareça fisicamente com o que é dito sobre o Zac ou porque quando comecei a ler o livro, o Bruno estava interpretando o Guto Rangel, em Babilônia, um carioca riquinho da zona sul do Rio de Janeiro igual ao Zac.



Daniel Torres

Você deve lembrar do Daniel em Toma Lá da Cá ou Pé Na Cova, porém oque me fez escolhê-lo foi um papel que ele fez numa novela que ele era um jovem nerd que tinha um casinho com a Bruna Marquezine. Pois bem, pensei que ele poderia fazer muito bem o Alessandro Parentoni, e a escolha foi mais como o perfil psicológico do que pelo físico. Imaginei ele dando vida ao Alê porque ele tem um jeitinho introspectivo e essa cara de riquinho intelectual.

                              


Rafela Ferreira
                                          
A Rafaela eu conheci assistindo a Malhação, naquela temporada que tinha o Fiuk. Ela interpretava uma gordinha hiper mega fofa, a Juju, então nada mais legal ver ela toda transformada nessa adaptação. A Waléria é uma personagem super nervosa, rancorosa, vingativa e livre, com certeza seria um desafio e eu acho que a Rafa (sou super íntimo) sairia super bem.


Breno Viola
    
                                                                          
O Breno poderia fazer o Dan, apesar de eu não lembrar com certeza qual seria a idade do personagem no livro. Conheço ele do filme Colegas e de uma série de reportagens que ele fez pro Fantástico. O cara é muito bom.

                                               
Giovana Lancelotti
                                                                                  
A Giovana é muito linda, não é? Queria vê-la no papel da Maria João. Ficar sem maquiagem, cortar cabelo estilo joãozinho e roupas boyfriend a deixariam perfeita na personagem.


Ghilherme Lobo

O Ghi eu conheço desde o curta Eu Não Quero Voltar Sozinho. Já vi ele na pele do Léo e na do Bernardo em Sete Vidas. Acho que o Lucas, o depressão braba de Suicidas seria um ótimo personagem e bem diferente do que ele já fez.




Malu Rodrigues
             Ela poderia fazer a Ritinha. Essa escolha não foi nada difícil porque eu já logo imaginei a Malu Rodrigues de cabelo ruivo fazendo uma estudante de direito. Adorei ela em Confissões de Adolescentes e sei que ela faria uma ótima Ritinha.



Bernardo Mendes

Pensei no Bernardo (nosso eterno Bodão) como o Noel pois já acho que ele tem o perfil. Ele teria que deixar o cabelo grandão, como normalmente usa.


Rodolfo Valente

Bonito e delicado, o Rodolfo foi minha primeira opção para o Otto. Que tal? Tô até com dó dele naquela cena lá (quem leu sabe do que eu estou falando).

                                            

Mariana Lima
                                                                                     
Débora Parentoni, uma mulher ex-rica e que faz tudo pelo bem do filho, o Alê. A Mariana Maravilhosa Lima seria a melhor Débora eveeeer.

Também pensei em nomes como Eliane Giardini como Marie Claire, Luis Melo como Getúlio Vasconcellos e Maria Luiza Mendonça como a debochada da Sônia. Um filme é muito pouco pra dar a atenção devida à trama então acho que uma minissérie de cinco capítulos seria o ideal. Chamaria José Mauro Mendonça pra dirigi-la, pois amei o trabalho dele em Verdades Secretas. O que achou da minha escolha para o elenco? Mudaria algum dos atores? Conta aí, vamos bater um papo.